No Teatro Firjan SESI Centro, documentário “Quando a Água Baixar” é exibido para convidados

Documentário retrata a maior operação de mobilização das indústrias na reconstrução do Rio Grande do Sul após a catástrofe climática de 2024

Por: Comunicação Firjan
20/03/2026 - 12:00
No Teatro Firjan SESI Centro, documentário “Quando a Água Baixar” é exibido para convidados
Gláucia Camargos, presidente do Conselho Empresarial da Indústria Criativa da Firjan. Foto: Paula Johas
O Teatro Firjan SESI Centro abriu as portas para o cinema nacional, nesta quarta-feira (18/3), ao exibir o documentário “Quando a Água Baixar" para profissionais da indústria, inclusive do setor audiovisual, fomentando networking, debates e conexões com temas de sustentabilidade, resiliência urbana e produção audiovisual de impacto.

Produzido pelo Centro de Referência em Cinema e Audiovisual da Firjan SENAI SESI Laranjeiras, com participação de ex-alunos fluminenses, em parceria com a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) e do SESI-RS, a obra retrata a maior operação de mobilização das indústrias na reconstrução do Rio Grande do Sul após a catástrofe climática de 2024.

Presente ao evento, Gláucia Camargos, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria Audiovisual (Sicav), participou pela primeira vez de um evento oficial da Firjan como presidente do Conselho Empresarial da Indústria Criativa, ao lado de integrantes do Conselho Nacional do SESI e do SESI-RS.

“É um trabalho denso, humano e caloroso, que destaca a solidariedade. Estamos muito orgulhosas e gratas por termos assistido à essa obra importante feita por alunos do Centro de Referência. Isso nos faz acreditar no ser humano e confiar cada vez mais na função social do cinema”, ressaltou a presidente, diante de uma plateia emocionada e atenta, sobre o documentário que mostra o cenário de destruição e traz relatos de superação e resiliência humana após a devastação.

Para Sonia Elizabeth Bier, gerente executiva de Educação Básica do SESI-RS, a visão e a escuta sensível revelada nesse documentário “devem ser um motor para nós entendermos que quando nos colocamos no lugar do outro, do jeito que o Brasil se colocou no lugar do Rio Grande do Sul, do jeito que o SESI conseguiu acolher as pessoas desabrigadas, nós temos força de fazer muito mais e diferente. E, por isso mesmo, construir uma sociedade mais cuidadora, mais resiliente e mais plausível de se viver”.

Já o apoio que dirigentes do Conselho Nacional deram ao SESI gaúcho, em maio de 2024, durante a tragédia causada pelas chuvas, foi a tônica da mensagem de Sérgio Mendonça, superintendente do Conselho Nacional do SESI.


Foto: Paula Johas

“Nosso papel foi só uma gota d'água no enfrentamento que a sociedade gaúcha teve nesse episódio das enchentes de maio de 24. E, além desse documentário, dessa memória muito importante, muito emocionante, deixamos outros legados: fizemos um protocolo, em parceria com o governo brasileiro, com o Ministério da Saúde, com o SESI, de enfrentamento às inundações na indústria”, enfatizou ao lembrar da resiliência e solidariedade da sociedade gaúcha e de todo o país.

A produção do documentário “Quando a Água Baixar” mobilizou 29 integrantes para registrar relatos de pessoas que estavam na linha de frente da operação de socorro e garantir assistência básica aos desabrigados no Rio Grande do Sul. Foi um trabalho que uniu profissionais experientes e ex-alunos que já começam a atuar no mercado.

A participação de ex-alunos em produções reais é resultado de uma formação orientada à empregabilidade: ao vivenciarem um set profissional, os estudantes desenvolvem competências técnicas e comportamentais em contexto prático, fortalecendo sua conexão com o mercado de trabalho e acelerando sua inserção na indústria criativa.


Foto: Paula Johas

A mobilização das federações das indústrias no estado resultou em R$ 65 milhões, beneficiando mais de 80 municípios. Foram distribuídos 143 mil itens, realizados 420 mil atendimentos de saúde e garantidos equipamentos escolares para 8 mil alunos da rede pública.

Perfil da nova presidente

Glaucia, aluna da primeira turma de Cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF), tem uma longa trajetória no cinema e na TV brasileira. Atuante na defesa de políticas públicas para o setor e na valorização da produção audiovisual, a presidente do Conselho produziu, desde os anos 70, cerca de 100 filmes publicitários e organizou, pela Embrafilme, a Mostra dos 80 anos do Cinema Brasileiro, apresentada em vários países da Europa.

Aos 28 anos, Glaucia iniciou a carreira de produtora de cinema, com o longa-metragem “Um homem célebre” (1974), de Miguel Faria Jr. e o documentário “Getúlio Vargas” (1974), de Ana Carolina.

A partir dos anos 80, focou, principalmente, na produção dos filmes do diretor Paulo Thiago, como o documentário “Coisa mais linda” (2005) e “Orquestra dos meninos” (2008). Entre a Filmografia de Glaucia, estão ainda “Aparecida, o milagre” (2010), de Tizuka Yamasaki, coproduzido com Paulo Thiago; “Centro do Rio” (2004), de Haroldo Marinho Barbosa; “O vestido” (2003), também de Thiago; e “Vagas para moças de fino trato” (1993), de Paulo Thiago, que ganhou prêmios de interpretação feminina e direção de arte no Festival de Brasília. Em 2024, realizou "Mallandro — O errado que deu certo", de 2024.

Confira aqui o trailer da obra.

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