Exposição "SESI 80: Construindo Futuros" reúne experiências imersivas, atrações culturais e show de Zeca Baleiro em Brasília

Famílias, estudantes, artistas e representantes da indústria participaram da abertura da mostra, que convida o público a percorrer oito décadas de contribuição do SESI para o desenvolvimento do Brasil

Por: André Rodrigues e Vanessa Ramos, especial para CN-SESI
04/07/2026 - 22:12
Exposição
Celebração encerra o dia com show gratuito do Zeca Baleiro no SESI Lab. Fotos: George Lucas/Especial para CN-SESI
Instalações imersivas, experiências interativas, apresentações culturais e um show do cantor Zeca Baleiro marcaram, neste sábado (04/07), a abertura da exposição SESI 80: Construindo Futuros, no SESI Lab, em Brasília. Integrando as comemorações pelos 80 anos do Serviço Social da Indústria (SESI), a programação transformou o espaço em um ambiente de celebração da trajetória da instituição e de aproximação com o público, reunindo visitantes em uma jornada que conecta memória, inovação, cultura e perspectivas para o futuro.

Desde as primeiras horas da manhã, o SESI Lab recebeu famílias, estudantes e visitantes que circularam pelos ambientes da exposição, participaram de oficinas, acompanharam apresentações de quadrilhas juninas e vivenciaram experiências interativas distribuídas ao longo da programação. Além de percorrer a mostra, o público pôde registrar a visita em ativações promovidas pelo Conselho Nacional do SESI, fortalecendo a interação entre os participantes e a instituição.



A programação teve início com apresentações das quadrilhas juninas dos alunos do SESI Taguatinga e da tradicional Quadrilha Julina Matulão, que levaram ao público o clima das festas típicas brasileiras. Ao longo da tarde, crianças e famílias também participaram das oficinas Criando Colônias Artísticas e Construindo Circuitos com Massinha, além de acompanhar o espetáculo infantil Arraiá Pequenininho, apresentado pela Orquestra Modesta. Encerrando as celebrações, Zeca Baleiro subiu ao palco da Praça da Árvore com o espetáculo "O Samba Não É de Ninguém", reunindo clássicos do gênero em uma apresentação que fechou o primeiro dia da programação comemorativa.

A exposição SESI 80: Construindo Futuros convida os visitantes a percorrer a trajetória da instituição desde sua criação, em 1946. Distribuída em três ambientes do SESI Lab, a mostra reúne instalações imersivas, recursos digitais e documentos históricos que evidenciam a contribuição do SESI para áreas como educação, saúde, cultura, inovação e qualidade de vida dos trabalhadores da indústria, ao mesmo tempo em que propõem reflexões sobre os desafios das próximas décadas.

Entre os destaques da exposição estão a Carta da Paz Social, documento que marcou a criação do SESI; uma linha do tempo que relaciona a história da instituição aos principais acontecimentos do Brasil e do mundo; uma nova versão do personagem Sesinho; e um painel que apresenta a presença nacional da rede, atualmente formada por centenas de unidades de educação, cultura e inovação distribuídas pelo país.

História, legado e futuro

A programação foi acompanhada pelo presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, e pelo diretor-superintendente do SESI Nacional, Paulo Mól, que visitaram a exposição, circularam pelos espaços do evento e interagiram com os visitantes ao longo do dia.

Ao percorrer os diferentes ambientes da mostra, Fausto Augusto Junior prestigiou as atrações preparadas para a celebração dos 80 anos da instituição e destacou a escolha do SESI Lab para sediar a exposição, ressaltando o caráter democrático do espaço, inserido em uma das áreas de maior circulação da capital federal e aberto à sociedade.



"O SESI Lab é um espaço privilegiado. Ele adentra o Eixão de Brasília, faz parte de um espaço de turismo e de toda a sociedade da região. É bastante importante estar aqui, na capital do nosso país, mostrando um pouquinho dessa história dos 80 anos", afirmou.

Segundo ele, a proposta da mostra vai além de uma retrospectiva institucional e manifesta como a trajetória do SESI se entrelaça à própria história do Brasil.

"Mais do que mostrar só a história do SESI, é mostrar como o SESI está imbricado na história do Brasil. A exposição vai passeando com as pessoas pela nossa história, pela história do Brasil e do mundo, aproveitando esse espaço de interação do SESI Lab para que elas possam interagir com essa trajetória. A ideia de interagir com a história é muito importante para nós", destacou.



Para Fausto, a experiência também reforça a presença do SESI na vida dos brasileiros ao longo de oito décadas. "É uma oportunidade de conhecer a nossa própria história. Para o SESI, é importante mostrar o quanto a instituição, de alguma forma, está presente na vida das pessoas: na minha, na sua e na vida de todos", afirmou.

Destacando o legado construído ao longo de oito décadas, o diretor-superintendente do SESI Nacional, Paulo Mól, afirmou que a instituição segue cumprindo sua missão de promover saúde, educação, cultura e qualidade de vida, com atuação em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

"O SESI é responsável pela saúde do trabalhador, pela educação dos trabalhadores, pela cultura, pela arte, por todas as ações que fazem com que a vida das pessoas se torne cada vez melhor. O SESI contribui para o aumento da produtividade, o SESI contribui para a felicidade da população e contribui para a construção de uma sabedoria ainda maior. A população precisa ser mais feliz e o SESI contribui para isso. São os 80 anos olhando para os próximos 80."

A superintendente de Cultura do SESI, Claudia Ramalho, destacou que a programação comemorativa traduz o compromisso histórico da instituição com a formação integral dos trabalhadores e com o acesso à cultura.

"Os 80 anos do SESI celebram uma trajetória de contribuição para o desenvolvimento da indústria e da sociedade brasileira. Nesse contexto, a cultura desempenha um papel essencial ao ampliar o acesso ao conhecimento, estimular a criatividade, fortalecer a cidadania e conectar pessoas, reafirmando o compromisso do SESI com a formação integral dos trabalhadores e com a construção de um futuro mais inovador e inclusivo”.

Para Carolina Vilas Boas, coordenadora de exposições e ações culturais do SESI Lab, contar os 80 anos do SESI exigiu olhar para a instituição a partir de sua presença na vida cotidiana dos brasileiros.

“Foi um grande desafio falar da história de uma instituição tão relevante e longeva. No Brasil, muitas vezes se diz que não temos memória, que é difícil registrar histórias e que esquecemos rápido. Fazer essa exposição foi entender como o SESI é marcante na vida das pessoas, como uma instituição que transforma vidas e ajudou a forjar a identidade urbana do país, não só por meio do trabalhador, mas também da educação, da cultura e da saúde”.

Um sábado para viver a experiência do SESI

Entre bandeirinhas, música junina e o colorido das apresentações, o servidor público Filipe Ventorim acompanhava atento a empolgação das duas filhas, que haviam chegado ao SESI Lab caracterizadas para a festa. A família visitou o espaço pela primeira vez e aproveitou o dia para unir o encanto das quadrilhas à descoberta da exposição e das atividades do evento.



"É muito bacana toda essa estrutura do SESI Lab. Viemos principalmente para a apresentação da quadrilha, porque as minhas filhas adoram. Elas curtiram muito, ficaram atentas o tempo todo, vieram caracterizadas e aproveitaram bastante. E nós também aproveitamos para conhecer um pouco desse espaço", disse.

Quem também viveu um dia especial foi Helian Abreu Sousa, que, pouco depois de deixar o palco do SESI Lab, ainda celebrava a oportunidade de integrar a programação cultural dos 80 anos do SESI. Morador de São Sebastião (DF), o jovem de 25 anos trabalha como técnico em telecomunicações, cursa Arquitetura e dança há sete anos. Em seu primeiro ano na Quadrilha Julina Matulão, grupo sediado em Taguatinga e formado por integrantes de diferentes regiões administrativas do Distrito Federal, encontrou na apresentação um reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao longo dos últimos meses.

"Não é toda oportunidade que nos permite dançar em um espaço como este. Quando soubemos que a apresentação seria no SESI, todos ficaram muito entusiasmados", afirmou.

Para Helian, a dança exige dedicação e renúncia. Os ensaios começaram em janeiro e envolveram a construção do enredo, a preparação dos figurinos e o cuidado com cada detalhe da apresentação.

"O maior desafio é a renúncia, especialmente em relação ao tempo. É um trabalho voluntário realizado por amor e pelo desejo de ver o projeto acontecer", contou.

Estudante de Arquitetura, ele percorreu o SESI Lab com atenção aos detalhes do espaço, instalado em um edifício projetado por Oscar Niemeyer. "Quando muitas pessoas veem apenas uma parede, eu enxergo conceitos, estruturas e escolhas de linguagem. Fico encantado com a concepção deste lugar. É um espaço acolhedor, amplo e pensado para receber bem o público", disse.

Explorando minuciosamente cada ambiente da exposição, a estudante de Engenharia de Software Alana Júlia não deixou passar nenhum detalhe. Moradora da Ceilândia, a mais populosa região administrativa do Distrito Federal, ela percorreu toda a mostra ao lado de amigos, experimentando as instalações interativas e acompanhando a programação preparada para a celebração dos 80 anos do SESI.

Para ela, a proposta da exposição se destaca justamente pela forma como aproxima o visitante do conteúdo. "Eu achei muito interessante a dinâmica, tanto visual quanto as coisas que você pode tocar. Tem muitas sensações. E tudo isso é muito acessível, né? Achei isso bastante interessante."

Inclusão como parte da celebração

Enquanto crianças, famílias e grupos de amigos percorriam a exposição e acompanhavam as atrações culturais, pessoas com deficiência atendidas pelo Instituto Sem Barreiras, organização que promove ações de inclusão e socialização no Distrito Federal e entorno, também vivenciaram a programação preparada para celebrar os 80 anos do SESI.

Segundo a coordenadora da iniciativa, Andréia Ribeiro, o trabalho do instituto é ampliar as oportunidades de participação social, levando seus participantes aos principais eventos realizados na cidade.

"O nosso trabalho é a inclusão e socialização das pessoas com deficiência. A gente procura sempre estar com elas onde o povo está. Então a gente usa todos os eventos que têm na cidade para que elas possam se realizar, possam socializar e viver experiências diferentes."

Para ela, o SESI Lab reúne características que dialogam diretamente com esse propósito, ao oferecer um ambiente acessível, inovador e acolhedor para públicos diversos.

"O SESI Lab sempre proporciona para a gente momentos exatamente do que a gente precisa e do que a gente busca: momentos novos, de prazer, de alegria, com inovação, sempre uma coisa diferente. Nós somos muito assíduos aqui do SESI Lab e hoje viemos prestigiar a festa junina. Venham todos para cá”.

Zeca Baleiro encerra celebração com show prestigiado pelo público

O encerramento da programação ficou por conta de Zeca Baleiro, que reuniu um amplo público na Praça da Árvore, no SESI Lab, em uma apresentação marcada pela proximidade com a plateia e pela diversidade do repertório. Com o espetáculo "O Samba Não É de Ninguém", o cantor revisitou clássicos do samba e conduziu o público por uma viagem musical que transformou o espaço em uma grande celebração dos 80 anos do SESI.





Além das interpretações dedicadas ao gênero, Zeca Baleiro levou ao palco sucessos que marcaram sua trajetória, como "Samba do Approach" e “Telegrama", acompanhados em coro pelo público. A apresentação encerrou um sábado de intensa movimentação no SESI Lab, reunindo famílias, trabalhadores, estudantes e visitantes em uma programação que celebrou a cultura, a inovação e o compromisso histórico do SESI com o desenvolvimento humano e a qualidade de vida da sociedade brasileira.

Confira aqui as fotos do evento.

Esta reportagem foi produzida de forma colaborativa pelo Conselho Nacional do SESI e FIEC/SESI Ceará durante a programação comemorativa dos 80 anos da instituição.