2ª Corrida Nacional do SESI cresce 74% em 2026 e reúne mais de 60 mil pessoas

Segunda edição foi realizada em 36 cidades no Dia do Trabalhador

Por: Luisa Bretas e Vanessa Ramos
01/05/2026 - 20:30
2ª Corrida Nacional do SESI cresce 74% em 2026 e reúne mais de 60 mil pessoas
Mais de 60 mil pessoas na segunda edição da corrida nacional. Foto: Sistema FIEAC
No Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira, 1º de maio, o SESI realizou a 2ª edição da Corrida Nacional, com mais de 60 mil inscritos em todo o país. A iniciativa, promovida pelo Conselho Nacional do SESI (CN-SESI), pelo Departamento Nacional e pelos Departamentos Regionais, integra a agenda dos 80 anos da instituição e reforça a promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida.

Para o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, o crescimento de 74% no número de participantes em relação à primeira edição mostra a força da atuação integrada do Sistema Indústria e o compromisso histórico do SESI com a saúde das pessoas. Ele também destacou que, neste ano, a parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) fortaleceu o caráter inclusivo da corrida.


Atletas premiados na corrida em Campina Grande. Foto: Vanessa Ramos/CN-SESI

“Registramos um crescimento expressivo no número de participantes nesta segunda edição, o que confirma a força dessa iniciativa e a trajetória de 80 anos do SESI voltada à promoção da saúde e da qualidade de vida. Estamos muito felizes com esse resultado, construído em todo o Brasil, e já animados para a próxima edição”, afirmou Fausto.

Realizada em 36 cidades, em 25 estados e no Distrito Federal, a 2ª Corrida Nacional do SESI reuniu histórias de superação, convivência e primeiras vezes. Em Blumenau, Santa Catarina, Greicy Peixer viveu a estreia nas provas de rua ao lado do filho Arthur, de seis anos, inscrito na categoria kids.

A participação teve também o incentivo do marido, Renato dos Santos, corredor há oito anos. Para Greicy, a experiência marcou a família. “Foi a primeira vez que eu corri. Senti muita emoção na largada e recebi incentivo durante todo o percurso. Foi um evento sensacional para a cidade, tudo muito positivo”, disse.


Greicy Peixer, ao lado do marido, Renato dos Santos, e do filho Arthur, de seis anos, em Blumenau. Foto: Divulgação

No Nordeste, em Campina Grande, na Paraíba, Socorro Sousa, de 65 anos, cruzou a linha simbólica de uma história que começou longe da corrida. Depois de uma queda em 2017, ela ouviu que talvez não voltasse a andar. Em 2019, encontrou no SESI uma rotina de cuidado que passou pela academia, pelo pilates e pela hidroginástica.


Socorro ao lado de Carmen, que conheceu durante a 2ª Corrida Nacional do SESI em Campina Grande. Foto: Divulgação


“Quebrei a tíbia e o médico disse que eu não ia mais andar. Hoje estou aqui”, relatou Socorro. “A atividade física proporciona saúde, distração, divertimento e amizades.”

Parcerias e inclusão

Nesta segunda edição, a Corrida Nacional do SESI ampliou seu alcance inclusivo em uma iniciativa construída com o Comitê Paralímpico Brasileiro. Em Campina Grande, na Paraíba, essa parceria ganhou nome, rosto e percurso com Charlles Juliann, atleta paralímpico, trabalhador da Alpargatas, casado e pai de dois filhos.

A rotina dele começa cedo na fábrica e segue nos treinos de alto rendimento. Depois de um acidente de moto, em 2012, que resultou na amputação de parte da perna direita, Charlles encontrou no esporte paralímpico uma forma de reconstruir a própria trajetória. Desde 2015, compete no arremesso de peso, no paraciclismo e em corridas de rua.

“Estou muito feliz por participar dessa parceria grandiosa, de uma corrida inclusiva que acontece no Brasil inteiro. É um orgulho muito grande”, afirmou Charlles.


O atleta Charlles Juliann durante o aquecimento em Campina Grande. Foto: Divulgação

Em Brasília, a inclusão também apareceu na presença da comunidade surda. A surdoatleta e professora de Libras Pammelleye Katherine Machado participou da Corrida Nacional do SESI pela primeira vez e escolheu encarar os 10 km, distância que definiu como um desafio pessoal.

Acostumada a participar de provas de rua, ela esteve acompanhada de outros integrantes da comunidade surda do Distrito Federal e destacou o impacto do esporte na saúde e na autoestima.

“No evento do SESI, é a minha primeira vez. Eu me inscrevi para os 10 km, o que para mim é um desafio, mas também é importante, porque ajuda tanto a nossa saúde quanto a nossa autoestima”, disse.


Comunidade surda antes da largada em Brasília. Foto: Mariana Raphael/CN-SESI

Para o supervisor do Centro de Referência do Comitê Paralímpico Brasileiro em Campina Grande, Ranyere Saoli, a presença de atletas com deficiência na 2ª Corrida Nacional do SESI reforça o esporte como caminho de inclusão, convivência e reconhecimento.

“A corrida é uma oportunidade de mostrar que o esporte é um caminho de inclusão e de convivência. Quando pessoas com deficiência participam de uma ação como essa, ao lado de outros atletas e da comunidade, elas ocupam espaços, fortalecem sua autonomia e ganham mais visibilidade. Essa parceria com o SESI ajuda a ampliar esse olhar e reforça que a prática esportiva deve ser acessível a todos”, afirmou.


Momento da largada em Rio Branco. Foto: Sistema FIEAC

O superintendente de Saúde do Departamento Nacional do SESI, Emmanuel Lacerda, também participou da prova. Para ele, “ver trabalhadores, famílias e crianças participando juntos mostra que a corrida vai além do esporte. É um movimento pela qualidade de vida. É uma iniciativa inclusiva, que acolhe desde quem já pratica atividade física até quem está dando o primeiro passo.”

Em Sorocaba, interior paulista, Douglas da Silva terminou a prova em 1º lugar na categoria de 5km masculina. “Trabalho como gari, faço 25km de coleta à noite. Chegar aqui e conseguir esse resultado não foi fácil. Agradeço demais meu professor e minha família que está no Nordeste torcendo por mim.”

Bianca Ruas de Souza foi a 1ª colocada na categoria feminina em Sorocaba, também no percurso de 5km. “Hoje foi meu segundo melhor tempo, e como não estava me planejando para essa corrida, foi uma conquista muito grande”, contou. “Eu fiquei feliz, muita gente nova participando no evento, reuniu o SESI de todo o estado de São Paulo, foi muito divertido”.

Em Porto Velho (RO), o aposentado Mário André participou do evento na categoria de caminhada, ao lado de sua neta Maria Fernanda. Para ele, foi um momento em família e voltado à saúde. “O que me motivou a participar foi trazer minha neta e ter um pouco de qualidade de vida, manter a saúde e contribuir para o aumento da expectativa de vida”, contou.


Mário André e sua neta Maria Fernanda para a caminhada em Porto Velho. Foto: Divulgação

Em Aracaju, Jaguaraci Araújo, de 61 anos, voltou à Corrida Nacional do SESI pelo segundo ano consecutivo. Há cinco anos, ele encontrou nas provas de rua mais do que uma prática esportiva: descobriu um espaço de leveza, concentração e cuidado consigo.

“Me descobri na corrida. Quando a gente corre, esquece de tudo, se sente em outro planeta, porque atividade física é vida. Parabenizo o SESI por esta iniciativa tão maravilhosa. Participei no ano passado e, por isso, estou aqui de novo”, relatou.


Jaguaraci durante o aquecimento antes da prova de 5km em Aracaju. Foto: Sistema FIES

Essa edição, assim como a anterior, associou a atividade física à arrecadação de alimentos, ao disponibilizar a inscrição social. Todos os alimentos arrecadados serão destinados a entidades sociais.

"Integrar saúde e solidariedade é um dos grandes diferenciais dessa iniciativa. Ao mesmo tempo em que estimulamos a prática esportiva, ampliamos nosso impacto social por meio da arrecadação de alimentos, que chega a quem mais precisa. Esse é o propósito do SESI, gerar valor para a indústria e para a sociedade, promovendo bem-estar de forma ampla, com responsabilidade social e senso coletivo.", afirmou o diretor superintendente do Departamento Nacional, Paulo Mól.

Confira aqui as fotos da 2ª Corrida Nacional do SESI em todo o Brasil.