Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa do Amazonas tem chance real de colocar satélite em órbita
Equipe “Os Orbitados” do SESI-AM representa a região Norte na OBSAT nacional
Por: Robson Gomes16/07/2024 - 16:44:52
A Escola SESI Dra. Emina Barbosa Mustafa, localizada em Manaus (AM), alcançou um marco importante, ao ter alunos e ex-alunos, agora monitores, selecionados para representar a Região Norte na fase 4 da Olimpíada Brasileira de Satélites (OBSAT). A equipe do SESI-AM participa da competição com um minissatélite educacional Cubesat para monitoramento de queimadas na Amazônia. Os professores Ana Caroline Duarte e Nicanor Tiago Bueno são os coordenadores do projeto na escola.
Vencedores do 1º lugar na competição regional norte, “Os Orbitados” podem levar o SESI ao espaço sideral. Isso porque o time, integrado por Ana Clara Duarte da Silva, Cauê Duarte Menezes e as irmãs Beatriz e Giovanna Medeiros de Holanda Coelho, tem chance real de lançar seu satélite em um voo suborbital, caso alcance a fase 5 da OBSAT 2024.
O voo suborbital é uma viagem espacial que ultrapassa 100 km acima do nível do mar, permitindo que o satélite atinja parcialmente o espaço. Este feito coloca o SESI e o ensino no Brasil em evidência global, destacando sua relevante contribuição para o avanço tecnológico brasileiro.
O projeto vencedor dos alunos e monitores do Clube de Ciências do SESI-AM é voltado ao monitoramento de queimadas, por meio de sensoriamento remoto no estado do Amazonas. O intuito dos Orbitados é contribuir com o combate às queimadas provenientes de desmatamento. De acordo com a professora Ana Caroline, o custo do Cubesat é baixo, o que viabiliza trabalhar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) com os alunos.
“Inicialmente, os alunos pensam ser impossível construir um nano satélite, mas por meio do projeto eles percebem que é sim possível. O projeto mostra a importância deles na sociedade e que eles podem transformar e melhorar o mundo em que vivem”, avalia a professora Ana Caroline.

Vencedores da competição regional norte, Os Orbitados tem chances de colocar nano satélite em órbita

Vencedores da competição regional norte, Os Orbitados tem chances de colocar nano satélite em órbita
Para a coleta dos dados, que ocorre em tempo real após o lançamento, o PION Cubesat educacional dos Orbitados aciona sensores e armazena informações sobre as condições ambientais da floresta durante as queimadas.
O equipamento, que é produzido em impressora 3D, afere temperatura, umidade do ar, concentração de CO2 e ainda envia as coordenadas geográficas dos focos de incêndio. Em solo, a equipe de pesquisa processa e analisa as informações enviadas pelo satélite, que são armazenadas em um banco de dados da central de monitoramento.
O professor Nicanor Bueno avalia que o projeto é a semente que forma profissionais capacitados para atuar na área que está em desenvolvimento no Brasil. “O projeto oferece aos alunos uma experiência prática e empolgante pelo tema. É um trabalho importante, que desenvolve o pensamento científico e os incentiva a seguirem nessa carreira promissora na área da ciência”, conclui Bueno.
Os competidores da OBSAT desenvolvem TubeSats, CanSats e CubeSats, que são pequenos satélites construídos com componentes de baixo custo. Essas tecnologias viabilizam missões reais e permitem que estudantes adquiram experiências práticas e teóricas valiosas em projetos de satélites de pequeno porte.
A OBSAT, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), é uma olimpíada científica nacional organizada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI). O evento fomenta o interesse pela ciência e tecnologia aeroespacial entre estudantes do ensino fundamental, médio, técnico e superior, os estimulando a seguir carreiras técnico-científicas.
A próxima fase da competição ainda não tem data definida, mas será divulgada ainda este mês pela comissão organizadora da OBSAT.